Breaking Bad - 1ª Temporada

Posted by Felipe C. | Posted in , | Posted on 18:56

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"The end justifies the extremes"

O canal americano por assinatura AMC, incialmente, exibia apenas filmes em sua programação. Essa situação só foi mudar radicalmente quando, em 2007, estreiou a, que se tornaria premiadíssima, série "Mad Men" um programa original que, por enquanto, ganhou 4 Globos de Ouro e 9 EMMYs e diversos outros prêmios. Vendo o grande sucesso de um programa original, no ano seguinte a emissora lançou "Breaking Bad" criada por um dos produtores de "The X-Files", Vince Gilligan, nos tráz uma excelente produção estrelada por Bryan Cranston e Aaron Paul.
Nas primeiras cenas do seriado, vemos um homem dirigindo um trailer, usa apenas cueca e uma máscara de gás, ao seu lado está uma outra pessoa inconsciente (ou seria morta?) e coberta de sangue, nos fundos do  trailer dois corpos. O homem acidentalmente sai da estrada principal, no meio do deserto e bate com o veículo no meio de arbustos, desce do trailer, tira a máscara de gás. É possivel ouvir o barulho de sirene sque soam cada vez mais próximo. Faz uma rápida filmagem se desculpando com seus familiares, pega uma pistola e volta para a estrada principal, aponta a arma em direção ao som que está cada vez mais próximo e então começa o flashback.
Walter H. White (perpetuado pela assombrosa atuação de Bryan Cranston) é um cidadão comum da cidade de Albuquerque no Novo México, trabalha como professor de química numa escola local, é casado com Skyler White (Anna Gunn) uma bela mulher e um pouco sistemática, e tem um filho, Walter Junior (RJ Mitte), que foi acometido de parilisia cerebral durante o seu parto e por esse motivo tem dificuldade para andar e falar.
Porém sua vida é transformada radicalmente quando é diagnosticado com câncer de pulmão (apesar de não ser fumante) em estágio extremamente avançado, é informado que tem apenas alguns meses, no máximo uns anos, de vida. Walter, então, se vê numa situação delicada e extremamente acuado: ele é quem traz o sustento para a casa, já que sua esposa não trabalha, seu filho possui limitações delicadas devido à lesão de seu cérebro e logo descobriria que uma menininha estaria a caminho, que Skyler estava grávida.
Como garantir um futuro para sua família com tão pouco tempo de vida lhe restando, e ainda por cima sem uma profissão que lhe rendesse uma boa grana? Em breve uma resposta cairia sobre a sua cabeça.
O cunhado de Walter, Hank (Dean Norris), é um agente da DEA, a Força Administrativa de Narcóticos, que é, basicamente, um órgão da PF americana que lida com o tráfico de narcóticos. Em um dia, Walter se oferece para uma apreensão junto com Hank. Enquanto este e os outros policias se dirigem para a casa do suposto traficante, Walter permanece no carro. É então que ele vê uma pessoa fugindo pela janela do segundo andar, resolve seguí-lo e descobre se tratar de Jesse Pinkman (o hilário Aaron Paul), um de seus antigos alunos. Após uma confrontação direta, Walt descobre que Jesse vende metanfetamina, uma droga que tem a forma de cristal e que age diretamente no sistema nervoso central. Nesse momento ocorre o Breaking Bad, que nada mais é do que algo (nesse caso um alguém) que antes era correto e agora começa a desviar desse caminho. Walt vê na produção de metanfetamina a solução de seus problemas financeiros.
Propõe uma parceria a Jesse: Walt irá porduzir o cristal e Jesse irá vendê-lo. A princípio este não acredita que o velho "careta" irá conseguir produzir a droga, mas isso dura até ele experimentar uma amostra da primeira safra, e o resultado é o melhor possível: nunca foi feita uma meta mais pura naquela região.
Para produzir a droga sem chamar muita atenção, eles compram um trailer e dirigem até o meio deserto da região e lá começam a "cozinhar" o cristal.
Vendem aos poucos, de forma ainda tímida, pois temem os grandes traficantes, mas a ótima qualidade do "produto" acaba atraindo mais compradores e consequentemente mais inimigos. A situação se complica ainda mais quando os antigos compradores de Jesse vão atrás dele e de Walt, e  ambos têm que lidar delicadamente com a situação.
Não vou me prolongar muito mais para não estragar o resto da trama para quem ainda não viu, mas a primeira temporada é basicamente isso, Walt enfrentando seu problema de saúde, iniciando seu tratamento contra o câncer, tentando manter seu mais novo segredo longe de qualquer familiar e experimentando as dificuldades de se tornar um importante traficante nas ruas de Albuquerque.
Uma série bem original, com espisódios que te surpreendem, prendendo  cada vez mais a sua atenção. A primeira temporada é composta por 07 episódios e, de fato, não passa de uma um prólogo, onde conhecemos melhor o mundo pessoal de Walter White e a sua introdução ao mundo da produção e do tráfico de metanfetamina, todo o seu bônus e, principalmente, o ônus que essa atividade pode gerar.
Desde a 1ª temporada Bryan Cranston tem ganhado o EMMY de melhor ator por seu fenomenal trabalho desempenhado na série, desbancando ótimos atores como Hugh Laurie (Dr. House), Michael C. Hall (Dexter) e Jon Hamm (Don Drapper de Mad Men). Esse ano a série foi indicada na categoria de Melhor Série Dramática, Melhor Ator (Bryan Cranston), Melhor Ator Coadjuvante (Aaron Paul), Melhor Direção (Michelle Maxwell MacLaren pelo episódio "One Minute"), Melhor Edição de Câmera, Melhor Fotografia e Melhor Edição de Som.
Quanto ao que acontece após o homem apontar a sua arma em direção ao barulho das sirenes, você terá que assistir o episódio piloto até o fim para descobrir o que aconteceu e o que vai acontecer e, acredite, você vai querer assistir o próximo, e o próximo e o próximo episódio também. Simplesmente fantástico!

The Good Wife - 1ª Temporada

Posted by Felipe C. | Posted in , | Posted on 17:26

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"His scandal. Her story."

Uma das estreias da ultima temporada da CBS, "The Good Wife" é uma série jurídica que mostra a vida de Alicia Florrick (a excepcional Julianna Margulies) uma dona de casa, casada com um importante promotor de Chicago, que tem que voltar a exercer sua antiga profissão, a de advogada, após seu marido ter sido preso por um escândalo público: gastar o dinheiro do contribuinte com prostitutas.
Alicia, então, se vê sozinha tendo que se manter e sustentar seus dois filhos: Zach (Grahan Phillips) e Grace (Makenzie Vega), junatamente com sua sogra, a não tão boazinha Jackie Florrick (Mary Beth Peil). Com ajuda de um antigo colega da faculdade e também antigo amante e namorado, Alicia consegue um emprego numa renomada firma de advogados: Stern, Lockhart & Gardner. Seu "amigo" Will Gardner (Josh Charles) lhe arranja uma vaguinha como associada junior, disputando o seu cargo com um outro associado junior, Cary Agos (Matt Czuzhry), encaixado na empresa pela Diane Lockhart (a ótima Christine Baranski, também conhecida como Beverly Hofstadter em The Big Bang Theory) ambos irão passar por um período de experiência para depois ser decedido qual deles permancerá na advocacia.
Juntado-se ao grupo temos a investigadora particular Kalinda Sharma (muito bem interpretada por Archie Panjab) que está sempre ao lado de Alicia ajudando tanto nos casos da firma como com seus problemas pessoais, apesar de já ter trabalhado para seu marido e ter sido demitida pelo mesmo.
Do outro lado da moeda temos Peter Florrick (Chris Noth) que foi acusado pela promotoria de Count Cook, onde trabalhava posteriormente, de ter desviado dinheiro público para gastar com prostitutas de luxo. Após uma declaração em rede nacional dizendo que contratou sim os serviços de uma garota de programa, mas que não foi feito com dinheiro público, o promotor é preso e toda sua carreira desce por água abaixo.
A série então acompanha o dia-a-dia de Alicia tanto nos casos interessantes e diferentes que são apresentados em cada episódio, como no drama familiar que vive todos os dias, pois apesar de estar plenamente consciente de que foi traída, a protagonista não deseja se separar do marido, para manter uma "estabilidade" mesmo que só aparente em sua vida.
Alicia tem que lidar com os problemas típicos da idade de seus filhos, porém sem a presença de um pai para lhe dar apoio, esses problemas só se acentuam com certas humilhações que as crianças passam na escola devido a má fama recente do Sr. Florrick. Alicia recebe ajuda da sua sogra que apesar de estar ali com boas intenções é um pouco controladora.
Na sua vida profissional, Alicia também enfrenta alguns problemas ao se deparar com os diversos inimigos que seu marido fez durante toda a sua carreira, que tentam, de certa forma, descontar sua raiva e frustração naquela pobre advogada.
Porém, ao contrário do que vocês podem pensar, Alicia consegue, aos poucos, ir sucedendo em seus casos, se mostra uma grande advogada, uma mulher que descobre  a sua independência quando pensava que estava totalmente perdida.
Aí, então, reside mais um ponto abordado pelo drama. A protagonista começa a crescer profissionalmente enquanto seu marido vai se livrando das acusações que pesam sobre ele, aproximando, mesmo que a passos bem lentos, da vida que tinha antes, porém Alicia percebe que não precisa mais ser aquela mulher que vivia escondida na sombra do esposo, passa a "criar" a sua própria vida, uma vida independente. Vai apagando aquela imagem de mulher inocente e ingênua que passava nos primeiros episódios e construindo a personalidade de uma verdadeira advogada.
A trama, em suma, é essa. Temos alguns episódios excepcionais e outros que são bons; ela mantém o nível e ao se aproximar do sesaon finale cada episódio se torna extremamente interessante, com uma cena final de te deixar na expectativa para o segundo ano da série.
Existem tramas paralelas que se desenvolvem durantes os capítulos, como os casos amorosos de Kalinda e a sua possível bissexualidade, a dubiedade amorosa de Alicia, a luta de Peter para se livrar das acusações e promover novamente a sua candidatura a promotor (que tem uma equipe excelente trabalhando às suas costas), a participação do Sr. Stern, que é fundador da firma, mas por certos motivos explicados no decorrer da trama,  se afastou, e inúmeros casos que Alicia e demais advogados representam.
The Good Wife é uma série excepcional que merece ser conferida. Não é como as demais séries jurídicas dos EUA, tem um toque especial, uma originalidade que falta às outras, com raras exceções (como Damages).
Prova disso foram as suas indicações ao EMMY nas categorias de Melhor Série Dramática, Melhor Elenco, Melhor Atriz (Julianna Margulies), Melhor Atriz Coadjuvante (Christine Baranski e Archie Panjabi), Melhor Roteiro (Episódio Piloto), Melhor Ator Convidado (pelo ótimo papel desempenhado por Allan Cuming que é um dos responsáveis na empreitada de "reerguer" a carreira de Peter Florrick, e o não menos sensacional Dylan Baker que aparece em dois episódios da trama como suspeito de um assassinato) e Melhor Figurino. Ano passado Julianna Margulies foi premiada com o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua brilhante performance, derrotando atrizes consagradíssimas em seus papéis, como January Jones, Glenn Close e Kyra Sedgwick.
Se estiverem a procura de alguma série excelente para assistir, agora que Lost chegou ao fim ;P, naõ deixem de ver "The Good Wife"! #fikdik




A Vida dos Outros

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 10:38

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"In einem System der Macht ist nichts privat"

 Nada passa despercebido pelos ouvidos da Agência Secreta da República Democrática Alemã, nem mesmo os seus segredos mas íntimos. Essa é trama central do filme "A Vida dos Outros" do então pouco conhecido diretor alemão Florian Henckel von Donnersmarck.
O ano é 1984, na Alemanha Oriental ninguém pode esconder seus segredos. Todas as potenciais ameaças são espiadas pela agência secreta da RDA, sem ao menos saber que a sua própria vida está sendo vivida por uma pessoa que lhe é totalmente estranha.
Nós acompanhamos o diretor de teatro Georg Dreyman (vivido por Sebastian Koch) que juntamente com sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (um ótima trabalho entregue pela atriz Martina Gedeck), apresentam peças pelos tatros da Berlim Oriental. É considerado por muitos um dos maiores dramaturgos do país e até mesmo um cidadão modelo, uma vez que é um dos poucos que não contesta e nem se opõe, abertamente, ao regime totalitátio do lado leste da Alemanha.
Mesmo com essas vantagens, os ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) decide investigar a sua vida para saber se esconde algum segredo. Designa para tal missão Anton Grubitz (Ulrich Tukur) que por sua vez manda seu subordinado, Gerd Weisler (um dos últimos trabalhos do sensacional Ulrich Mühe), tomar conta do caso.
Escutas são instaladas por toda a casa do diretor. Sua vida é monitorada 24 horas por dia, os acontecimentos mais relevantes são datilografados em uma folha. O agente Weisler começa, então, a viver uma vida que não é a dele.
Ao analisarmos a película temos uma leve noção de como é a vida sob um regime opressivo. Algo que foi experinciado no leste europeu durante quase toda metade do final do século XX, no  Brasil durante o período da ditadura militar, na Venezuela de Hugo Chávez e em vários países da África, ainda hoje. São governos que "desconhecem" os direitos humanos e fazem tudo oque estiver ao seu alcance para se manter no poder.
No filme, o que fica mais evidente é a supressão da liberdade. Dreyman é vigiado o tempo todo. dia após dia, até mesmo a sua vida sexual é exposta nas anotações de Weisler. Cada movimento é percebido, cada fala é interpretada, sua liberdade é controlada, a fim de estabilizar uma ameaça que nem ao menos existe.
Outro ponto mostrado logo nos primeiro minutos de projeção é a tortura. Para descobrir informações que conviessem com a necessidade do governo, usavam da tortura, nesse caso, a privação do sono, para conseguir uma confissão.
Nos deparamos o tempo todo com chantagens, privações, agressões e viloações, condenando pessoas em prol de um governo autoritário que não media esforços para continuar a dirigir o país rumo ao "desenvolvimento", à "glória".
Gerd Weisler começa, aos poucos, a viver a sua própria vida, percebendo, assim, a falta de humanidade impressa em todo aquele esquema. Vai tentando consertar seus erros e devolver à normalidade a vida de Dreyman.
É um filme com um roteiro inteligente, fazendo com que nós, espectadores, nos sintamos tanto na pele de Gerog como na de Gerd, é a liberdade que está em jogo, os direito de cada cidadão da Alemanha Oriental naquele insípido outono de 1984.



Sin City - A Cidade do Pecado

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 20:33

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"There is no justice without sin."

Um dos melhores filmes, se não for "O" melhor, da carreira de Robert Rodriguez. Baseado na HQ homônima de Frank Miller, Sin City (2005, EUA) é uma película diferente em vários aspectos, mas principalmente no visual. Não me recordo de nenhum filme anterior a este que apresente o seu inovador visual.

A estória se passa na fictícia cidade de Basin City (ou para os mais íntimos, BaSin City) situada no extremo noroeste dos Estados Unidos (em algum lugar na divisa de Seattle), uma cidade sem leis, sem escrúpulos, sem paz e recheada de pecados. No filme, são contadas quatro histórias paralelas. A primeira, e mais curta, The Customer is Always Right, na verdade é a única original. Desenvolvida pelo próprio Rodriguez, para convencer Miller a deixá-lo adaptar a sua obra, que estava meio relutante em comercializar os direitos de Sin City, após uma insucedida participação no cinema no roteiro de Robocop 2.
A segunda, The Yellow Bastard, tem uma pequena introdução, e rapidamente já é trocada pela terceira, The Hard Goodbye. Nesta é contada a história do brutamontes Marv (vivido por Mickey Rourke) que procura vingança após uma garota de programa, Goldie, por quem era apaixonado, ter sido assassinada na cama em que dormiam. Ele investiga a fundo para descobrir quem assassinou sua amada e qual o motivo, deparando-se com uma teia de corrupção, tecida por uma aranha chamada Roark. A família Roark é a mais poderosa de Basin City, são os comandantes da cidade, estão acima das poucas leis que governam o antro.
Na quarta história, The Big Fat Kill, somos apresentados a Dwight (mais um papel bem interpretado por Clive Owen) que é um dos poucos homens que não vai à Cidade Velha para contratar os serviços das garotas que vivem por lá. A Cidade Velha é uma zona, dentro de Basin City, do baixo meretrício e governada pelas próprias prostituas. Uma vez foi salvo pelas meninas e dedica sua vida a protegê-las, não que elas precisem de proteção já que estão sempre armadas.  Há muito tempo, foi firmado um tratado entre as prostitutas e os policiais onde elas não os atacariam e os tiras também não intefeririam em qualquer assunto que fosse relacionado à Cidade Velha. Porém um pequeno problema envolvendo Dwight, algumas das meninas e outras pessoas põem tudo isso em risco.
Por fim é retomada The Yellow Bastard, onde o único policial incorruptível de Sin City, Hartigan (Bruce Willis) é preso e torturado por ter quase matado o filho de Roark devido ao seu envolvimento com pedofília. Passaram-se dez anos, Nancy (a belíssima Jessica Alba), a menina que Hartigan salvou, já é uma mulher feita, e agora que foi solto, a moça, antes  escondida, foi descoberta e está sendo ameaçada. Cabe ao policial novamente salvar a vida de Nancy Callahan.

É um filme noir, extremamante dark, com eficientes narrações em off conduzidas pelos persangens principais de cada estória e, como já dito anteriormente, com um visual assombrante. Rodriguez convidou Frank Miller para ajudá-lo na direção, onde seria o responsável pelo visual que encontramos ao lermos a graphic novel, para isso teve que fazer sacrifícios, como abrir mão da sua vaga na Associação de Diretores da America que não admite a participação de um co-diretor nos filmes de seus associados. Quentin Tarantino também é creditado como diretor convidado: dirigiu uma cena, aquela onde Dwight leva um "colega" para um "passeio" e começa a ter alucinações.
Ele é quase integralmente filmado em preto e branco, tem apenas algumas cenas onde algo é colorido (um objeto, sangue, olhos, uma pessoa) afim de realçar um tipo de emoção no espectador, como por exemplo, após um massacre apenas o sangue no rosto do assassino é vermelho. Ou uma pessoa de uma cor diferente para imprimir a repulsa. E até mesmo em algumas cenas, o sangue que jorra da vítima não é vermelho. São detalhes transferidos com perfeição da HQ.
O filme inteiro foi filmado tendo como fundo o pano verde. O cenário foi acrescentado posteriormente com computação gráfica, foi um dos primeiros filmes a ser rodado com essa tecnologia. Por mais que tenha sido criado por computador, o cenário não parece nenhum um pouco artificial. É extremamente convincente. As atuações também são ótimas, além dos principais, os coadjuvantes também dão um show. No elenco ainda temos: Benicio Del Toro, Rosario Dawson, Michael Clarke Duncan, Carla Gugino, Jaime King, Elijah Wood e Brittany Murphy. São ótimos profissionais que entregam grandiosas atuações, não me vem a memória alguém que não tenha convencido por menor que tenha sido a sua exposição na tela, algo bem comum em Sin City, que é uma coletânea de histórias e, tirando os principais, nenhum personagem tem uma exposição na tela por mais de dez minutos. Rodriguez consegue fazer uma direção de atores digna de ovação.
Quanto ao roteiro... posso dizer que é a adaptação mais fiel feita na história. Foi filmado diretamenta da HQ, não foi escrito um roteiro prévio. Portanto as situações, falas e etc. foram todas retiradas da graphic novel, com exceção do primeiro segmento que já mencionei anteirormente. Até mesmo os personagens do filme e da HQ são fisicamente parecidos, o processo de caracterização foi muito bem trabalhado.

Em suma é um filme excelente e que vale muito a pena ser visto. Já está na minha lista de favoritos. Se tiverem a oportunidade não deixem de conferir.

Gladiador

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 19:24

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"What we do in life echoes in eternity."


Eu nunca tinha assistido Gladiador (Gladiator, 2000, USA/UK) antes, nem daquelas vezes que anunciava na Globo tempos atrás. Esses dias, estava fuçando uns blogs por aí e acabei lendo que este é um dos filmes que, definitivamente, não merecia ganhar o Oscar. Já tinha ouvido vários comentários e lido diversos outros falando o mesmo. Resolvi então conferir com meus próprios olhos.

Ridley Scott nos conduz por uma estória extremamente fascinante. Maximus (o superestimado Russel Crowe) é o general das tropas romanas. Após sair vitorioso de uma guerra que travava contra a Germânia está na hora de receber o seu merecido descanso, reunir novamente com sua família e ficar algum tempo longe de morte e sangue. Porém antes que tudo isso podesse se concretizar, o césar Marco Aurélio (o já falecido Richard Harris) temente à morte por sua idade já avançada faz uma confissão ao general: que em breve irá anunciar o seu substituto e este não é nada mais e nada menos do que o próprio Maximus. O césar, obviamente, possui herdeiros, nesse caso dois, a sábia e ponderada Lucilla (a bela dinamarquesa Connie Nielsen) e o prepotente e arrogante Commodus (interpretado pelo excelente Joaquin Phoenix). Ele confia totalmente em sua filha e não vacilaria em entregar, se fosse possível, o seu cargo à ela. Porém o mesmo não acontece com Commodus, pois tem certeza que o filho afundaria Roma na perdição. Maximus é um homem correto e incorruptível, Marco Aurélio sempre o teve como a um filho e decide que é a mais sábia e correta decisão a ser tomada. O imperador de Roma após concretizar psicologicamente suas ideias resolve que um dos principais envolvidos, Commodus, deve tornar-se ciente do que está prestes a acontecer.
É então que temos o estopim de toda estória, o perverso princípe, sem pestanejar, mata seu pai ao descobrir que outro tomará o lugar que, hierarquicamente, deveria pertence-lo. Como Maximus não é nem um pouco estúpido, percebe a armação do novo césar e recusa a servi-lo como se fosse um. Sentindo-se ameaçado pelo general, Commodus ordena a execução do usurpado e de sua família. Maximus consegue fugir, porém, sua esposa e filho são mortos a sangue frio pelos soldados romanos. Totalmente arrasado e sem rumo, o general é recolhido por uma caravana e tomado como um escravo. É treinado para ser um gladiador e em pouco tempo torna-se bastante conhecido sob o pseudônimo de "Espanhol". Suas lutas vão ficando cada vez mais difíceis e importantes, até que chegue no Coliseu onde, finalmente, poderá novamente ver aquele que um dia destrui a sua vida.

"Gladiador" foi o segundo maior blockbuster de 2000 (a sua bilheteria só foi inferior ao Missão: Impossível 2). Possui ótimas atuações, excelente direção e um maravilhosos trabalho técnico (só para terem uma noção da grandiosidade do projeto, Ridley Scott mandou erguer uma réplica do Coliseu, em tamanho real, em pleno Marrocos).
A recriação do período histórico é bastante fiel, tudo no filme convence. Dentre os filmes que estavam concorrendo naquele ano, em sua totalidade, "Gladiador" era o melhor (acho que "Traffic" era o único que podesse lhe tirar o prêmio, mas mesmo assim não é melhor que "Gladiador"). As lutas são muito bem coreografadas, principalmente aquela onde travam contra os legionários de Scipio Africanus. Fantástica! As cenas com leões são não menos impressionates. Um verdadeiro blockbuster feito para conquistar as multidões, assim como os próprios espetáculos envolvendo os gladiadores, excitar e arrancar viva do povo é onde "Gladiador" cumpre o seu papel perfeitamente.

É um épico que deve ser conferido e mereceu sim o Oscar de Melhor Filme. Acho que dos 05 que ganhou, somente o de Melhor Ator não foi devido (Phoenix atuou com mais voracidade que o Crowe). É um clássico, cheio de ação e cenas caras, talvez seja por isso que muitos não o concideram bom o suficiente para ter levado o careca dourado. Enfim para os que não viram, estão perdendo tempo!

Como Treinar seu Dragão

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 19:24

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"Everything we know about them is wrong."

 Devo confessar que tenho uma grande queda por animações, é um dos gêneros que mais gosto. Não importa se são aquelas bobinhas ou algumas mais elaboradas, sempre que posso eu assisto. Nessa última década (e várias dos anos 90) as animações tem melhorado sua qualidade exponencialmente. Dos anos 90 temos vários exemplos como A Bela e a Fera, Rei Leão, Aladdin, Toy Story 1 e 2. Na década seguinte a safra foi maravilhosa, com o fortalecimento da Pixar e a entrada da Dreamworks na indústria, tivemos algo parecido com uma "revolução das animações": São filmes que entreteem crianças, jovens e adultos. Ultimamante, esse tipo de filme vem passando mensagens que só são captadas por pessoas com um pouco mais de experiência de vida, fazendo com que os pais sintam vontade de ir ao cinema junto com os filhos. Como exemplo posso citar: Shrek, Procurando Nemo, Os Incríveis, Ratatouille, A Viagem de Chihiro, Kung Fu Panda, WALL-E, Up - Altas Aventuras, Madagascar, Coraline e o mais recente "Como Treinar seu Dragão" (How to Train your Dragon, 2010, EUA), produzido pela já mencionada Dreamworks.

Na história, acomapanhamos o jovem viking Soluço que mora na Ilha de Berg. Lá neva 9 meses e nos outros 3 cai uma geada daquelas, a comida não tem gosto de nada e tem um tipo de praga que não existe e nenhum outro local: dragões. Estes atacam constamente os animais dos bravios vikings, logo a caça aos bichões é uma das (se não for A) atividades mais praticadas pelos habitantes da ilha. Portanto o sonho de todo jovem é se tornar um poderoso caçador de dragões. E Soluço não foge à regra. Na verdade, a população da ilha deveria esperar um algo mais vindo do jovenzinho, já que ele é o filho do líder da tribo, o poderoso Stoico. Mas não é bem isso que acontece... Soluço é o "nerd" entre os futuros caçadores de dragões, não tem nenhum atributo físico que o ajude, é todo estabanado e sempre está construindo alguma geringonça e sempre trazendo problemas com elas. Tudo muda quando numa noite típica em que a tribo é atacada, Soluço acerta, com uma catapulta que criou, um dos dragões mais temidos, o Fúria da Noite. Ninguém parece acreditar que aquele garoto atrapalhado e franzino poderia ser capaz de acertar um dragão que nunca foi morto antes. No dia seguinte resolve procurar a fera, o encontra no meio da mata todo amarrado. A primeira coisa que passa na sua cabeça é matar a besta, se fizesse isso todos de sua cidade o respeitariam e seria o orgulho de seu pai, mas o seu coração não permite que ele cometa tal ato. Ao invés disso ele liberta o dragão. É a partir de então que começa uma amizade totalmente improvável.

O filme como um todo é magnífico, pode não ter um roteiro todo elaborado já que o público alvo são as crianças, mas é extremamente eficiente. A concepção do filme em 3-D é outro trunfo do longa, principalmente quando Soluço senta na garupa de Banguela (o dragão) e juntos voam pelo céu norte-europeu, foi uma sensação de imersão maior do que a de Avatar (é sério!). A fotografia é maravilhosa, o cenário nórdico contribui bastante. A trilha de John Powell é estupenda, suas músicas conseguem evocar sentimentos especificos nas cenas ao qual são inseridas. Certas partes são de encher os olhos de lágrimas, cenas tão bem feitas e que exprimem fortes emoções que é praticamente impossível não se sentir tocado. Ao chegar perto do final o filme tem uma leve recaída  em relação a qualidade (principalmente no roteiro), mas logo se recupera ao apresentar uma cena de embate entre dois dragões  estupenda e um final que poucos teriam culhões para fazer, se tratando de um filme infantil. As lições que a película passa também são extremamente relevantes: as incertezas que cercam a cabeça de crianças e jovens, a dificuldade que os pais tem para ouvir os filhos, a falta de diálogo entre estes, o bullying.

Outro ponto à se observar é quanto ao desenvolvimento dessa técnica de animação (feita em computador), os personagens apesar de terem feições caricatas apresentam detalhes extremamente realistas (observe o cabelo do Soluço, parece de verdade!), no que tange aos dragões essa realidade é ainda mais gritante, é possível ver a textura das escamas dos dragões e o seus olhos são muito vivos.

Já tenho "Como Treinar seu Dragão" como meu favorito do ano mesmo sem ter assistido a outras animações de 2010. Espero que seja esse a destronar a Pixar (longe de desmerecer seu trabalho, que não é menos magnífico, mas está na hora de darem chances para outros) de seus constantes prêmios. É um filme para marcar gerações assim como foi "O Rei Leão", "Toy Story" e "Shrek" e espero que seja reconhecido como tal. Para quem sentiu vontade de ver o filme (e para que não teve vontade nenhuma também) vou por o costumeiro trailer:


A Estrada

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 19:26

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"In a moment the world changed forever."
Vocês devem estar se perguntando por que diabos esse filme está aqui já que não recebeu nenhuma indicação ao Oscar. O motivo é simples: ele deveria estar. Juntamente com "Brilho de uma Paixão" (que foi indicado apenas à categoria de Melhor Figurino, e merecia ser em, pelo menos, mais umas 3), A Estrada (The Road, EUA, 2009) foi o filme injustiçado do ano. Das premiações mais importantes foi lembrado apenas no BAFTA (O "Oscar" Britânico) na categoria de Melhor Fotografia.

Adaptado do livro homônimo, ganhador do Pulitzer de Ficção, de Cormac McCarthy, o também autor de "Onde os Fracos não tem Vez", que narra a história de um homem e seu filho que lutam para conseguir sobreviver em um mundo pós-apocalíptico, onde o caos reina e quase não é possível encontrar alguma humanidade nos seres humanos que sobreviveram ao misterioso cataclisma. Não é comentado, em momento algum, o que transformou as paisagens da Terra em cinzas. É apresentado um homem (Viggo Mortensen, que da um show de atuação) que juntamente com seu filho (o australiano Kodi Smit-McPhee que também faz um ótimo trabalho) seguem por uma estrada rumo ao sul do país para poderem sobreviver ao inverno que se aproxima. Além de terem que resistir às péssimas condições climáticas, à fome e à sede, tem que tomar um cuidado especial com os únicos predadores que sobreviveram ao cataclisma: os próprios seres humanos. Canibalismo é o que as pessoas mais temem. Uma das cenas de maior tensão envolve uma bela casa, um grupo de canibais e vários prisioneiros. A intenção principal da trama é mostrar a relação de pai e filho e consegue transmitir com sucesso tanto no filme quanto no livro.
Mortensen deveria, sem dúvida, ter sido indicado por sua brilhante performance em "A Estrada" (a dúvida fica em quem deveria sair para ele entrar). Kodi Smit também realiza um ótimo trabalho que está fazendo sua carreira deslanchar (foi escalado para a refilmagem do sueco "Deixa Ela Entrar" e mais dois filmes).E apesar de uma curtíssima aparição, Robert Duvall brilha em cena. É um filme que consegue transmitir sutileza mas também é um tanto quanto pesado. O pouco conhecido John Hillcoat fez um trabalho que poderia facilmente entrar na categoria principal do Academy Awards desse ano (em vista da indicação de filmes como "Um Sonho Possível" e "Up - Altas Aventuras", não que sejam ruins, mas "A Estrada" é superior), Viggo também poderia estar entre os 5 Melhores Atores (como já mencionei); Kodi já uma questão mais  delicada (esse ano foi o ano das interpretações infantis: o já mencionado Smit-McPhee, Max Records em "Onde Vivem os Monstros" e Saoirse Ronan em "Um Olhar do Paraíso" também estão fenomenais) que desenvolveu muito bem seu papel, mas acho que não teria muitas chances de entrar na categoria ao lado de grandes nomes que ficaram de fora (como Alfred Molina e Peter Saarsgard), talvez Robert Duvall tivesse mais chances, só que o tempo que permanceu em cena é ínfimo, mas assustadoramente comovente e brilhante. Não podemos esquecer da parte técnica do filme: uma fotografia maravilhosa de uma paisagem degradada e decadente, é tão magnífica que o cinza se torna um plano de fundo estupendo. A direção de arte é outro ponto forte da obra e a trilha sonora composta por Nick Cave e Warren Ellis é uma das mais belas do ano (acho que só perde para a de Abel Korzeniowski de Direito de Amar). Uma edição excelente e também uma ótima adaptação do livro de McCarthy. Foi realmente uma pena não termos visto "A Estrada" entre os indicados do Oscar 2010, mas não percam a chance de ver esse ótimo filme e se poderem leiam o livro também. Sensacional!


Um Olhar do Paraíso

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 10:45

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"The story of a life and everything that came after..."


A maior decepção de 2009. É assim que foi definido o mais novo filme de Peter Jackson: Um Olhar do Paraíso (The Lovely Bones, 2009, EUA e Nova Zelândia). Depois do grande sucesso da "Triologia do Senhor dos Anéis", parece que há uma obrigação de que todo filme de Jackson tem que ser um espetáculo como ela foi. "King Kong" é um exemplo disso, assim como "Um Olhar do Paraíso". Era a grande aposta de Oscar 2010 (tanto é que um dos motivos para Scorcese ter mudado a data de estreia do seu "A Ilha do Medo" foi  para não ter que competir com o filme de Jackson) e acabou com apenas uma indicação: a de Melhor Ator Coadjuvante para Stanley Tucci que fez o vilão George Harvey. Sem dúvida alguma, "Um Olhar do Paraíso" foi o maior flop do ano.

"Um Olhar do Paraíso" é a adaptação do best-seller de Alice Sebold, "Uma Vida Interrompida", que fez um estrondoso sucesso nos EUA (outro motivo para a grande expectativa que se tinha acerca do filme). Na história, acompanhamos Susie Salmon (que é interpretada pela excepcional Saoirse Ronan) que foi estuprada e brutalmente assassinada pelo seu vizinho, Geroge Harvey (Stanley Tucci ,indicado ao Oscar por seu papel), e assiste o dia-a-dia da sua família, amigos e do próprio assassino lá no seu céu. Sem poder interferir ela sofre ao ver sua família desintegrar após o seu assassinato; se alegra com os momentos felizes também. Porém ela não conesegue esquecer aquele vil homem que a matou, deseja vingança o que faz com que a menina não desapegue totalmente da sua vida terrena, logo ela tem dificuldades para partir para um "céu definitivo", terá que deixar os vivos para trá e assim libertar a sua alma.

"Um Olhar do Paraíso" não é um filme ruim, não achei superficial como muitos tem falado, só não é tudo aquilo que esperavam: um épico que se comparasse ao Senhor dos Anéis e seria o papa-Oscar do ano. Tem seus pontos fortes (as atuações de Saoirse Ronan, Stanley Tucci e Susan Sarandon, a criação do céu de Susie e a fantástica direção de arte do filme) e os fracos (algumas partes mal-trabalhados do roteiro, personagens pouco explorados), mas no geral é uma boa película que consegue passar o espírito do livro.

Algum tempo atrás, li uma crítica que compara "Um Olhar no Paraíso" com "As Bruxas de Salém": um filme que era a cara do Oscar, que prometia diversas nomeações, um elenco de peso e um roteiro que prometia, mas que acabou flopando devido à má recepção que ambos os filme tiveram tanto do público como da crítica. O 1º saiu com uma indicação, o 2º com duas (Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante para Joan Allen). Se analisarmos, iremos perceber que são ótimos filmes que cairam na infelicidade de serem mal avaliados. Infelizmente....

Li, também, comentários de várias pessoas comparando "Um Olhar do Paraíso" à "Amor além da Vida". É claro que existem semelhanças, mas são filmes bastante diferentes. A coisa em comum mais perceptível é o paraíso. Em ambos, o céu é criado de uma forma espatcular recheado de efeitos especias que te deixam deslumbrado. Fora isso e a crise familiar, as histórias tomam rumos totalmente distintos.

 Dê uma conferida nessa bela película de Peter Jackson e tire suas próprias conclusões. É o tipo de filme "Ame ou Odeie", espero que amem
XD

Postagens "Oscar 2010"

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 15:29

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Bem pessoal, vou, a partir de hoje, começar a fazer postagens de filmes mais voltados para o Oscar 2010. Portanto nesse final de janeiro e durante o mês de fevereiro, vou procurar escrever sobre as películas voltadas para a maior premiação do cinema. Fortes concorrentes, filmes flopados, os esquecidos, injustiçados, os melhores do ano e etc. Quando escrever sobre os que se enquadrem nesse perfil, vou colocar esse selo:



Vou dar uma ênfase a tais películas, mas não vou esquecer as demais. Portanto... aguardem os próximos posts!

XD

Sherlock Holmes

Posted by Felipe C. | Posted in | Posted on 08:56

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"Crime Will Pay"

 Semana passada tive a oportunidade de conferir o mais novo filme de Guy Ritchie e uma adaptação um tanto ousada do best-seller e clássica série de livros de Sir. Arthur Conan Doyle: Sherlock Holmes (Idem, 2009, Inglaterra). E o resultado foi ótimo!

Ritchie não fez seu filme baseado propriamente nos livros de Doyle, ele bebeu de uma outra fonte: as HQs de Lionel Wigram que eliminam algumas frescuras vitorianas bastante presentes nos escritos de Doyle e enfoca mais na ação e outras atividades (como o boxe) praticadas pelo detetive. Mas tudo isso, é claro, sem descaracterizar o personagem.

Na trama, Lord Blackwood (Mark Strong) é capturado por Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) e Dr. John Watson (Jude Law) juntamente com a Scotland Yard e é condenado à forca pela prática de magia negra e pelo assassinato de 4 jovens e tentativa de matar uma 5ª. Até aí, tudo bem, o problema reside no fato de que alguns dias depois da morte do vilão, ele levanta da cripta para dar continuidade ao seu diabólico plano: retomar aquela que um dia foi uma colônia inglesa no continente americano e apartir de então [mode Cérebro on] tentar conquistar o mundo [/mode Cérebro off]. Parece um plano meio clichê, mas nada no mundo de Sherlock é tão óbvio assim. Bom, vou parar a sinopse por aqui pois senão vou acabar falando demais e estragar a festa de quem ainda não viu o filme.


Outras personagens também estão presentes, como a golpista Irene Adler (a belíssima Rachel McAdams) que nutre uma paixão por Holmes (a recíproca também é verdadeira), a noiva de Watson, Mary Morstan (Kelly Reilly) que protagoniza uma das cenas mais engraçadas do filme, ao ser "dissecada" pelo estudo de Holmes e os investigadores da Scotland Yard também estão presentes.

Robert Downey Jr. sem dúvida alguma é o maior destaque do filme. Ele consegue fazer uma mistura perfeita entre Holmes clássico e contemporâneo, o de Doyle e o de Wigram. Faz ótima dosagem de comédia, seriadade, sagacidade. Uma grande escolha para reviver esse tão grande e cultuado personagem da literatura mundial. Sua atuação é tão convincente que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator (Comédia/Musical).


Outra coisa que me chamou bastante atenção no filme foi a ousada e diferente trilha sonora composta por Hans Zimmer, é bem original e tem uns toques, que apesar de serem um tanto exóticos, combinam muito com as cenas a quais são encaixadas. Cada faixa é totalmente diferente uma da outra, apresentado uma mistura de vários sons de um grande número de instrumentos musicais diferentes, indo do batucar de latas ao afinar de um violino.

"Sherlock Holmes" é um filme típico de Guy Ritchie (vide "RocknRolla", "Snatch" e "Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumengantes"), com diálogos rápidos, recheado de ação e com pitadas de humor. O primeiro episódio já foi feito com a intenção de ter uma continuação (com o aval da Warner as filmagens devem começar em junho desse ano) e os fãs devem se preparar pois o Professor Moriarty está chegando.

Se você está em dúvida para dar uma checada nesse ótimo blockbuster, está ainda sentado aí por que? Até mesmo os fãs mais ávidos do detetive (excluindo os chatos) irão aprovar o filme (pode não ser com uma nota máxima, mas não vão sair da sala de cinema com a impressão de ver seu heroi completamente descaracterizado, destruído). Apesar de alguma características já mencionadas, é um filme inteligente que não deixa pontas soltas. Não se preocupe, você não terminará de ve-lo sem respostas plausíveis, pois tudo é elementar.